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sábado, 18 de agosto de 2012

Panquecas

Fim-de-semana. Verão. Manhã solarenga. E sai um pequeno-almoço dos campeões! :)
A receita das panquecas veio daqui.


Ingredientes: (2-3 pessoas)
135g farinha branca
1 colher (chá) fermento em pó
½ colher (chá) sal
2 colheres (sopa) açúcar
130ml leite
1 ovo grande, ligeiramente batido
2 colheres (sopa) manteiga derretida ou azeite, mais um pouco para cozinhar

Modo de preparação:
Misturar a farinha, o fermento, o sal e o açúcar numa taça.
À parte, bater bater levemente o ovo batido com o leite e adicionar a manteiga derretida.
Adicionar esta mistura à farinha. Bater tudo com a ajuda de um garfo até que desapareçam todos os grumos e deixar repousar por alguns minutos.
Deitar uma noz de manteiga numa frigideira anti-aderente pré-aquecida. Quando tiver derretido a manteida, deitar uma concha do preparado anterior na frigideira. O creme vai parecer um pouco espesso mas a consistência dever ser mesmo essa.
Quando o topo da panqueca começar a formar bolhas, virá-la de modo a que ambos os lados fiquem dourados e a panqueca fique com cerca de 1 cm de espessura.
Repetir este processo até terminar toda a massa.
As panquecas podem ser mantida quentes no forno, a baixa temperatura, mas vão saber melhor se forem servidas directamente da frigideira.

As panquecas devem ser servidas com acompanhamento a gosto. Ficam aqui algumas sugestões:
- maple syrup
- maçã cozida com canela
- manteiga, queijo e fiambre
- mel de cana-de-açúcar
- iogurte e frutos vermelhos
- queijo-creme e compota
- doce de castanhas

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Malassadas

Malassadas são uns bolinhos fritos que se comem cá na Madeira tipicamente na altura do Carnaval e esta é a receita da minha mãe - este ano coube-me a mim fazê-las. São mais massudas do que os sonhos e comem-se com mel de cana-de-açúcar. Um must por esta altura, para miúdos e graúdos! Mas se antigamente a massa era feita à mão, batendo-a com força até que ficasse uma massa leve, as gerações mais novas já são mais comodistas e agora faz-se uso da batedeira ;)
Nas arrumações do último Natal, encontrei um robot de cozinha dos meus pais, com uns de 30 anos, daqueles que têm batedeira, liquidificadora, moinho de carne, etc (devia ser a Bimby dos anos 80!). Lembro-me da minha mãe usá-lo quando era criança mas creio que estava confinado a um canto do armário já há uns 20 anos. Então resolvi tirar-lhe o pó e ver se ainda funciona e esta massa foi a prova de fogo - e passou!


Ingredientes:
1 kg de farinha de trigo
fermento de padeiro p/ 1 kg de farinha (cerca de 50 gr)
8 ovos
água q.b.
1 pitada de sal
óleo q.b. (usei óleo de soja)
 
Preparação:
Deitar a farinha numa bacia/alguidar grande, abrir um espaço no meio da farinha e colocar lá o fermento. Adicionar um pouco de água morna e ir desfazendo o fermento com os dedos enquanto se vai já misturando com a farinha.* Adicionar os ovos um a um e bater bem a massa.


Juntar o sal e mais água se necessário. A massa fica pronta quando está bem leve e a formar umas bolhas grandes.**
Cobrir a bacia com cobertores*** e deixar a massa a levedar durante  pelo menos 1 hora (quanto mais tempo a massa levedar, mais vai render e mais leve vai ficar).


Pega-se então em colheradas de massa que vão se deitando em óleo a ferver. A quantidade de massa varia conforme o tamanho que quiser que as malassadas tenham - nós fizemo-las mais pequenas, por exemplo.


Servir com mel de cana-de-açúcar.

*como usei a batedeira, coloquei o fermento já na taça da batedeira e adicionei um pouco de água enquanto o desfazia com os dedos. Em seguida, adicionei farinha aos poucos, até que a massa se soltasse dos dedos. A partir daqui, fui mexendo com uma colher de pau.
**a massa feita na batedeira não chega a fazer bolhas tão grandes como quando é amassada à mão.
***aqui, passei a massa da taça da batedeira para uma bacia grande,  caso contrário a massa iria transbordar ao levedar

Dica: se quiser, pode substituir a água por leite ou por chá de erva-doce.
Nunca tinhamos usado óleo de soja para fritar as malassadas mas a verdade é que elas ficam bem menos enjoativas com este óleo (e o meu estômago, pouco tolerante a fritos, nem piou!).


A preciosidade:

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sonhos cor-de-rosa

E chegámos a mais uma época de gulodices: o Carnaval! Por cá, os sonhos são mais típicos do Carnaval do que propriamente do Natal, e esta é uma variante da receita tradicional de sonhos, dada por uma amiga da minha Mãe. A receita não rende muitos sonhos e, embora estes fiquem bem fofinhos, continuo a preferir os sonhos tradicionais. Mas vale a pena experimentar ;)


Ingredientes:
1 e 1/2 chávena de farinha de trigo
1 chávena de leite
2 colheres (sopa) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de manteiga (usei margarina Becel)
1 pitada de sal
raspa de 1 limão
2 colheres (sopa) de açúcar
3 ovos
óleo q.b. (usei de soja)

Preparação:
Leva-se ao lume o leite misturado com a raspa de limão, o açúcar e a manteiga. Assim que o leite ferver, retirar do lume e juntar  logo de seguida a farinha mexendo muito bem.


Deixar a massa arrefecer e adicionar os ovos um a um, mexendo sempre bem e até a massa começar a formar "bolhas".
Com a ajuda de duas colheres de sopa, deitar pequenas porções de massa em óleo a ferver.
Servir com mel de cana-de-açúcar.

~~ Bom Carnaval! ~~

Nota: usei uma chávena com capacidade para cerca de 250 ml.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Bolo Barreto Preto

Esta é uma receita de bolo preto do séc. XIX tirada do livro Segredos de Cozinha - Madeira e Porto Santo (de Zita Cardoso) e que eu costumo fazer para o Natal já há uns 12 anos. É um livro que recomendo pois não só reune muitas receitas antigas e tradicionais do arquipélago da Madeira, como também apresenta óptimas sugestões de sobremesas feitas à base dos frutos típicos da nossa terra, tais como a anona, a pêra-abacate, o tabaibo, a papaia, o tomate-inglês, a pitanga, o maracujá ou a goiaba.
No caso deste bolo, destaca-se o mel da cana-de-açúcar, com o qual se fazem muitas das doçarias que não podem faltar nas casas madeirenses na época do Natal. E que bom é sentir a casa inundada pelo cheiro quente a mel e especiarias!



Ingredientes:
250 gr de banha ou margarina
1 chávena (1/4 l) de mel de cana-de-açúcar
1 chávena e meia de açúcar
1/2 chávena de café frio
1/2 chávena de leite
2 chávenas de farinha de trigo
3 ovos inteiros
1 colher (chá) de soda
Canela, noz moscada, passa e cidra a gosto

Preparação:
Bater as gorduras com o açúcar e o mel.
Juntar o café e o leite.
Deitar a farinha, a soda e as frutas.
Coze em forma untada de manteiga.

Desta vez, e por tratar-se de um bolo tradicional, tentei não adulterar muito a receita original pelo que apenas tratei de substituir a gordura tradicional por margarina Becel e também não resisti a usar farinha integral. E embora tenha usado o açúcar branco, tenho a certeza que o açúcar mascavado iria muito bem com os outros ingredientes.
Não se esqueçam de passar as frutos secos previamente por farinha, que depois peneiramos - deste modo evitamos que estes se acumulem todos no fundo da forma durante a cozedura. O bolo esteve a cozer durante uns 40 minutos a 200ºC, sendo que nos últimos 10 minutos baixei a temperatura do forno para 180ºC/150ºC.
Quanto à apresentação final, ainda pensei em polvilhá-lo com açúcar em pó desenhando algumas estrelas, mas por tratar-se de um bolo tradicional madeirense, fiz questão de deixá-lo assim.

Uma das vantagens deste bolo é que, por levar mel, ele conserva-se fresco por vários dias, mesmo depois de partido (nunca apresentando aspecto nem textura seca) - o que é ideal nesta época em que a qualquer momento podemos ter visitas inesperadas.

Nota: usei uma chávena com capacidade para cerca de 250 ml.