quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Canja de galinha da Madeira

Esta é a canja de galinha que se come na Madeira (que deslavado que me parece aquele caldo de água e frango que se come por esse País fora) e que este ano veio à mesa para o jantar da 1ª oitava. Algo mais leve só para aconchegar o estômago - mas acompanhada por um bom vinho alentejano ;)
Aliás, e a título de curiosidade, sabiam que por cá, ainda até meados do séc. XX, nos casamentos servia-se sempre canja de galinha?
Aqui fica então a sugestão também para o Réveillon - infelizmente, a canja desapareceu antes que tivesse oportunidade de tirar uma foto!

Ingredientes:
1 cebola média inteira
1 tomate inteiro
1 cenoura cortada aos quadradinhos
1 nabo cortado em quatro
1 pau de canela pequeno
massinhas a gosto ou arroz q.b.
1 galinha do campo e/ou miudezas (moelas, pescoço, coração, patas e fígado)

Preparação:
Deitar a cebola inteira, o tomate (inteiro e com pele), a cenoura, o nabo e a canela num tacho, juntamente com a galinha sem pele, e cobrir com água. Tenha o cuidado de retirar o tomate passado algum tempo enquanto ele ainda está inteiro, não o deixando se desfazer na canja. Quando a galinha estiver cozida, retire-a e adicione a massa (usámos aquelas em forma de estrelinhas) ou o arroz. Limpe a carne de ossos e desfie-a, adicionando no final.

Agora na passagem d'ano, a carne da canja desfiada também é usada para fazer sandes em pão de forma barrado com manteiga. Corta-se as sandes em triângulos e dispõe-se num tabuleiro, servindo juntamente com a canja.

~~ Feliz Ano Novo ~~

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ervilhas estufadas

Uma sugestão para acompanhar um prato de forno agora nos dias de Inverno. Até eu que não gosto de ervilhas confesso que me parece "quase" delicioso! Por isso mesmo resolvi fazer como acompanhamento e quem provou também aprovou ;)

Ingredientes:
1 kg de ervilhas congeladas
1 cebola grande picada
100 gr de presunto
30 gr de manteiga
sal qb
pimenta moída na altura qb
1 ramo de salsa

Preparação:
Aloure a cebola na manteiga sobre o lume brando e junte o presunto cortado em pequenos cubos e o ramo de salsa. Deixe cozinhar alguns minutos e vá mexendo. Adicione as ervilhas e deixe cozinhar mais 5 minutos, agitando o tacho. Acrescente água a ferver até cobrir as ervilhas e tempere de sal e pimenta (lembre-se que o presunto já é salgado). Deixe cozer, destapado, em lume brando. Sirva como acompanhamento de peixe ou carne assada.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Pudim de claras

Ainda nas sobremesas deste Natal, fiz mais este pudim só mesmo para usar as claras que sobraram desta bavaroise e confesso que não estava à espera que ficasse tão bom! É uma receita a repetir, sem dúvida.




Ingredientes:
6 claras
1 pitada de sal
6 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de raspas de limão

Para a calda:
1 chávena de açúcar
1 chávena de água

Preparação:
Leve o açúcar para derreter sem mexer, dê apenas leves chacoalhadas na panela. Adicione a água de uma só vez e espere os pedaços de açúcar derreterem, a calda não deve ser nem muito rala, nem muito grossa. Caramele um forma com buraco no meio.
Bata as claras em neve, adicione a pitada de sal e uma colher de açúcar de cada vez, termine com as raspas de limão. Despeje o suspiro em colheradas na forma caramelada e asse em banho-maria por cerca de 30-40 minutos. O suspiro cresce bastante, mas depois acaba por abater. Desenforme enquanto morno.

Tirei esta receita daqui e só fiz um bocadinho de batota porque usei caramelo líquido já pronto (Royal) ao invés de estar a fazer a calda.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sopa de bacalhau e pimentos

Já tenho esta receita para partilhar aqui há alguns dias e hoje saiu cá para fora. Uma sopa destas bem condimentada vai ajudar a aquecer a barriguinha nestes dias de chuva.



Ingredientes:
3 a 4 postas de bacalhau demolhado
1 dente d'alho
2 cebolas médias
1 pimento verde
1 pimento vermelho
1 fatia de abóbora amarela
2 colheres (sopa) de azeite
1 cubo de caldo de peixe
1 colher (sopa) polpa de tomate
sal q.b.
piripiri q.b.

Preparação:
Pique as cebolas e o alho e leve ao lume com o azeite. Quando a cebola ficar transparente, junte o bacalhau e um pouco de água a ferver. Depois do bacalhau cozido, retire-o, limpe de peles e espinhas, divida em lascas e reserve.
Adicione mais água a ferver ao refogado e junte a abóbora cortada em cubos; deixe cozer e rale. Deite os pimentos picados e um pouco de polpa de tomate e cozinhe em lume brando até apurar. Antes de servir, junte-lhe o bacalhau e rectifique o sal.
Acompanhe com um bom vinho e broa ou um outro pão rústico.


Fonte: revista Segredos de Cozinha, nº 108

domingo, 27 de dezembro de 2009

Muesli de aveia à Estalagem do Vale

Bem, e agora algo (mais saudável) para fugir um pouco às comidas do Natal - não sei vocês, mas o meu estômago já não está habituado a comer tanto de tanta coisa... ainda bem que só é Natal uma vez por ano!
Então, no passado fim-de-semana, quando chegámos à Estalagem do Vale, já ia com água na boca a pensar no muesli de aveia que ia comer ao pequeno-almoço da manhã seguinte. Tanto gabei o muesli que uma das empregadas (que ambos achámos extremamente simpática e profissional, tal como os demais funcionários da estalagem) revelou-me a receita. E esta que fiz em casa ficou quase tão boa como a de lá!


Ingredientes: (p/ 2-3 pessoas)
1 chávena de aveia integral
3 chávenas de água
1 punhado de nozes picadas
passas q.b.
1/2 maçã
1 rodela de ananás
2-3 chávenas de leite magro
100 ml (1/2 pacote) de natas light
3 colheres (chá) de frutose
canela em pó q.b.

Preparação:
Deixar a aveia de molho na água durante a noite (entre 8 a 12 horas) no frigorífico.
Escorrer a água que tenha sobrado. Entretanto, na taça de servir, misturar o leite com as natas e adicionar canela a gosto. Juntar a aveia e começar a picar as frutas frescas lá para dentro, bem como as nozes e adicionar as passas. No fim, adicionar açúcar a gosto.

Reparem que a aveia deve ficar sempre de molho (em água, nunca em leite) de modo a facilitar a digestão. Apesar de nunca deitar passas (detesto passas no meu muesli!!) coloquei este ingrediente na receita pois sei que vai bem aqui. Quanto às frutas frescas, eu usei as que tinha em casa na altura mas estas podem ser adicionadas a gosto: maçã, pêra, banana, ananás, laranja, e pêssego em calda até.

Nota: usei uma chávena com capacidade para cerca de 250 ml.

Informação nutricional:
A Aveia Integral é um cereal muito nutritivo, que possui cálcio, ferro e proteínas, além de vitaminas, carboidratos e fibras. A aveia está em evidência atualmente pelo alto poder benéfico da sua fibra solúvel, que está relacionada a um bom funcionamento do sistema digestivo, regulando o trânsito intestinal e evitando a obstipação (intestino preso), além de, segundo alguns estudos, estar associada ao controle da glicemia (açúcar no sangue), manutenção e diminuição do colesterol sangüíneo e controle da pressão arterial. 100 gr de aveia crua em flocos contém:

Água (%): 9,1
Calorias (Kcal): 394
Proteína (g): 13,9
Carboidrato (g): 66,6
Fibra Alimentar (g): 9,1
Colesterol (mg): n/a
Lipídios (g): 0,3
Ácido Graxo Polinsaturado (g): 0,1
Ácido Graxo Saturado (g): 0,1
Ácido Graxo Mono insaturado (g): 0,1
Cálcio (mg): 48
Fósforo (mg): 153
Ferro (mg): 4,4
Potássio (mg): 336
Sódio (mg): 5
Tiamina (mg): 0,53
Riboflavina (mg): 0,03
Niacina (mg): 4,47


(Fonte: http://www.informacaonutricional.net/)

sábado, 26 de dezembro de 2009

Carne em vinha d'alhos

Tradicional no Natal madeirense, a célebre carne de porco em vinha d'alhos veio este ano à mesa na 1ª oitava. Para sobremesa foi feita uma boa salada com algumas frutas da época e um toque de  vinho Madeira e especiarias para quebrar o enjoo do excesso de doces dos últimos dois dias.



Ingredientes:
1 kg de carne de porco da pá ou entrecosto (com alguma gordura)
1 cabeça de alhos
vinho tinto e vinagre de vinho q.b.
2 folhas de louro
1 colher (sopa) de sal
2 pimentas
1 ramo de segurelha
batatas
cenoura
pimpinela

Preparação:
Cortar a carne em cubos e colocar num recipiente (tradicionalmente de barro). Adicionar os alhos esmagados, o louro e as pimentas picados grosseiramente, o sal, a segurelha e cobrir com o vinho (usámos vinho seco, feito em casa dos meus tios no Arco da Calheta) e o vinagre em partes iguais.
Cobrir o recipiente e deixar nesta marinada entre 2 a 3 dias, dando uma mexida uma vez por dia.



Cozer a carne no próprio molho durante uns 5 minutos, retirar a carne com uma escumadeira e reservar. Deixar o molho que fica no tacho arrefecer um pouco e, com uma colher larga retirar a banha que se cria por cima do molho (esta banha pode ser guardada no frigorífico para cozinhar, se assim o desejar).
Verta o restante molho para outro tacho no qual poderá cozer as batatas que irão acompanhar a carne.
Volte a colocar a carne no mesmo tacho e deixe a cozer (sem adicionar água nem goduras) durante mais uns 15 minutos ou até a carne ficar ligeiramente tostada e cozida.
Sirva a carne acompanhada com as batatas que cozeu no molho da carne, cenoura e pimpinela cozida (que também podem ser cozidas juntamente com as batatas.
A carne que sobrar pode ser deitada em recipientes próprios e guardada no congelador para outra refeição ou para um petisco pois o sabor mantém-se inalterável.

Continuação de Boas Festas!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Pequeno-almoço de Natal


~~ Feliz Natal a todos ~~

Desde criança que manda a tradição que haja cacau quente ao pequeno-almoço no dia de Natal. Aliás, acho que é um (delicioso) costume generalizado aqui na ilha.

Cacau quente:
1 l de leite (usamos magro)
3 colheres (sopa) rasas de cacau em pó magro

Preparação:
Mexer bem o cacau no leite com uma colher de pau até desfazer completamente. Quando ferver, apagar o lume e voltar a mexer. Deixer repousar uns minutos e servir com açúcar a gosto.


Já há uns anos atrás descobri esta receita de um pão de mel e frutos (que na verdade é um bolo) e achei óptimo para a época natalícia. Desde então, passei a fazê-lo para acompanhar o pequeno-almoço de Natal.

Pão de mel e frutos:
1 chávena (chá) de manteiga
1 chávena (chá) de açúcar
6 colheres (sopa) de mel
4 ovos
3 iogurtes naturais
1,5 chávena (chá) de farinha de trigo
1 colher (sobremesa) de fermento
miolo de noz grosseiramente ralado q.b.
sultanas q.b.
pinhões q.b.

Preparação:
Bata em creme a manteiga amolecida com o açúcar. Junte o iogurte e os ovos inteiros. Bata bem e junte o mel.
Misture a farinha com o fermento e adicione à massa. Passe os frutos secos por farinha, sacuda o excesso de farinha e junte-os também à massa.
Leve ao forno numa forma de bolo inglês, untada e forrada com papel vegetal, entre 45 minutos a 1 hora; primeiro a 250ºC e depois a 200ºC.
Neste bolo substitui a manteiga por margarina Becel e usei mel de flores em vez de mel de abelhas. Este é mais um bolo que, por ser húmido, conserva-se bem por alguns dias, mesmo depois de ter sido partido.


E com mais umas coisinhas disto e umas coisinhas daquilo temos a nossa mesa para começar o dia de Natal :)

Nota: Post programado

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bavaroise com frutas cristalizadas

Acho esta bavaroise uma excelente sugestão para a época natalícia devido às cores das frutas cristalizadas!


Ingredientes:
5 gemas
5 colheres (sopa) de açúcar
7 dl de natas frescas
2 folhas de gelatina branca
70 gr de cerejas cristalizadas
70 gr de cidrão

Preparação:
Bata as gemas como açúcar até ficarem cremosas e esbranquiçadas e acrescente às natas previamente batidas.
À parte, demolhe a gelatina em água fria, esprema-a e dissolva-a num pouco de água quente. Incorpore ao preparado anterior e, por último, envolva com cuidado as frutas cristalizadas cortadas em pedacinhos miúdos.
Disponha este preparado numa forma redonda untada com óleo e leve ao frigorífico até solidificar.
Para desenformar, mergulhe a forma em água quente durante breves momentos. Sirva decorado a gosto.

Nesta receita, usei natas para bater light e susbtituí as frutas da receita original por 150gr de Fruta Sortida Picada Cristalizada que encontrei no Pingo Doce. Também o usei o dobro da quantidade de folhas de gelatina indicadas acima. Como levei ao fridorífico dentro da forma de silicone, na hora de desenformar foi só fazer alguma pressão na base da forma - nada mais fácil.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Bolo Barreto Preto

Esta é uma receita de bolo preto do séc. XIX tirada do livro Segredos de Cozinha - Madeira e Porto Santo (de Zita Cardoso) e que eu costumo fazer para o Natal já há uns 12 anos. É um livro que recomendo pois não só reune muitas receitas antigas e tradicionais do arquipélago da Madeira, como também apresenta óptimas sugestões de sobremesas feitas à base dos frutos típicos da nossa terra, tais como a anona, a pêra-abacate, o tabaibo, a papaia, o tomate-inglês, a pitanga, o maracujá ou a goiaba.
No caso deste bolo, destaca-se o mel da cana-de-açúcar, com o qual se fazem muitas das doçarias que não podem faltar nas casas madeirenses na época do Natal. E que bom é sentir a casa inundada pelo cheiro quente a mel e especiarias!



Ingredientes:
250 gr de banha ou margarina
1 chávena (1/4 l) de mel de cana-de-açúcar
1 chávena e meia de açúcar
1/2 chávena de café frio
1/2 chávena de leite
2 chávenas de farinha de trigo
3 ovos inteiros
1 colher (chá) de soda
Canela, noz moscada, passa e cidra a gosto

Preparação:
Bater as gorduras com o açúcar e o mel.
Juntar o café e o leite.
Deitar a farinha, a soda e as frutas.
Coze em forma untada de manteiga.

Desta vez, e por tratar-se de um bolo tradicional, tentei não adulterar muito a receita original pelo que apenas tratei de substituir a gordura tradicional por margarina Becel e também não resisti a usar farinha integral. E embora tenha usado o açúcar branco, tenho a certeza que o açúcar mascavado iria muito bem com os outros ingredientes.
Não se esqueçam de passar as frutos secos previamente por farinha, que depois peneiramos - deste modo evitamos que estes se acumulem todos no fundo da forma durante a cozedura. O bolo esteve a cozer durante uns 40 minutos a 200ºC, sendo que nos últimos 10 minutos baixei a temperatura do forno para 180ºC/150ºC.
Quanto à apresentação final, ainda pensei em polvilhá-lo com açúcar em pó desenhando algumas estrelas, mas por tratar-se de um bolo tradicional madeirense, fiz questão de deixá-lo assim.

Uma das vantagens deste bolo é que, por levar mel, ele conserva-se fresco por vários dias, mesmo depois de partido (nunca apresentando aspecto nem textura seca) - o que é ideal nesta época em que a qualquer momento podemos ter visitas inesperadas.

Nota: usei uma chávena com capacidade para cerca de 250 ml.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Arroz integral de frango

Hoje cheguei a casa sem saber muito bem o que ia jantar. Queria algo mais saudável para compensar o organismo dos abusos do fim-de-semana. Lembrei-me que tinha no congelador um peito de frango que tinha sobrado dum churrasco e meti-o no microondas a descongelar. Entretanto, fui buscar arroz integral e fui inventando um prato que acabou assim:




Ingredientes: (p/ 2 pessoas)
1 chávena de arroz integral
3 chávenas de água
1 peito de frango já cozido
1 colher (chá) de azeite
1/2 cubo de caldo de legumes
espinafres q.b.
1 colher (sopa) de polpa de tomate

Preparação:
Refogue um pouco o arroz no azeite juntamente com o cubo de legumes. Adicione a água a ferver e deixe cozer durante cerca de 30 minutos. Por esta altura, adicione o frango desfiado, as folhas de espinafres,  a polpa de tomate e deixe acabar de cozer.

A minha ideia inicial era fazer um arroz no forno, mas confesso que provei o arroz quando este acabou de cozer e estava tão bom que hesitei quanto a levá-lo ao forno. Mas como já tinha untado o pirex com um pouco de azeite, lá acabei por deitar lá o arroz e levá-lo um pouco a alourar. Mas realmente não há necessidade. Da ideia inicial também fazia parte dispor tomate cortado aos cubos por cima do arroz antes de o levar ao forno e talvez polvilhar com um pouco de queijo ralado, mas como não tinha tomate em casa teve que ficar para uma próxima vez.

O facto de não ter mencionado sal não foi por esquecimento mas sim porque o cubo de caldo de legumes já contém sal suficiente para temperar o arroz. Quanto aos espinafres, também não coloquei uma quantidade específica pois varia conforme o gosto de cada um - eu sou meio suspeita pois adoro espinafres, como já devem ter percebido!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dicas § pão

Uma maneira de ter sempre pão fresco em casa é congelá-lo ainda fresco.
Eu costumo comprar, por exemplo, pão integral em forma fatiado e coloco-o directamente no congelador dentro da própria embalagem. Ainda há cerca de 2 meses, acordei num Domingo com vontade de fazer um pic-nic. Como não tinha muita coisa em casa e não queria perder muito tempo para aproveitar bem aquele solzinho gostoso de Outono, tirei umas fatias de pão do congelador e espalhei-as em cima de um pano de cozinha. Passados uns 10-15 minutos, o pão já estava descongelado e fiz uma sandes bem fofinhas para levarmos connosco ;)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Salmão com camarão

Esta é uma das receitas do Pingo Doce e experimentei-a pela primeira vez já há mais de 10 anos. Todos gostámos cá em casa e passou logo para a lista das minhas receitas favoritas! Hoje resolvi ser amiga do ambiente e, em vez de usar a folha de alumínio e levar o peixe ao forno, coloquei as postas de salmão numa boa caçarola com tampa de pirex, de modo a cozer um pouco no próprio vapor, e dispus os restantes ingredientes conforme as indicações - ficou igualmente delicioso!

Ingredientes: (p/ 6 pessoas)
6 postas de salmão
400 gr de camarões selvagens (40/60)
2 limões
1 alho francês
2 cebolas
6 colheres (chá) de margarina Becel
funcho fresco
sal qb
pimenta prenta moída na altura qb

Preparação:
Tempere o salmão com sal e pimenta e regue com o sumo dos limões.
Passe os camarões por água, descasque-os e tire-lhes as cabeças. Junte os camarões já descascados à marinada do salmão e deixe assim cerca de 2 horas, virando o peixe pelo menos uma vez durante este tempo.
Entretanto, corte o alho francês em rodelas,  pele o tomate e corte-o em bocadinhos, descasque e pique as cebolas.
Corte 6 quadrados de folhas de alumínio e sobre cada uma coloque uma posta de salmão. Distribua os legumes sobre o peixe e finalmente os camarões. Coloque por cima uma colherzinha de margarina, umas folhinhas de funcho fresco e feche os papelotes. Leve ao forno quente durante cerca de 30 minutos. Acompanhe com puré de batata.


Informação nutricional:
Apesar de ser um peixe gordo, o salmão deve fazer parte  da nossa alimentação pois destaca-se por ter alto teor de ómega 3, gordura saudável e benéfica especialmente para o sistema cardio-vascular.

Item
Quantidade
Necessidade Diária
Calorias
261,95
10%
Triptofano
0,33g
103%
Vitamina D
411 UI
102%
Ácidos Graxos Ômega-3
2,09g
87,1%
Selenio
53,07mcg
75,8%
Proteína
29,14g
58%
Vitamina B3
11,34 mg
56%
Vitamina B12
3,25mcg
54%
Fosfóros
420 mg
42%
Magnésio
138,35 mg
34%
Vitamina B6
0,52mg
26%

(Fonte: http://pt.wikipedia.org)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Biscoitos de banana e aveia

Já andava há uns meses para fazer estes biscoitos que vi aqui. Hoje decidi finalmente experimentar esta receita com muito poucas alterações e que resultou numas bolachinhas húmidas deliciosas!


Ingredientes:
1 ovo
1 colher (sopa) de margarina (usei Becel)
2 colheres (sopa) de frutose
3 colheres (sopa) de açúcar mascavado claro
2 bananas pequenas bem maduras
1 colher (sopa rasa) de canela em pó
1 colher (sobremesa) de fermento em pó
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 chávena (chá) de flocos de aveia integrais
2 colheres( sopa) de farinha de aveia

Preparação:
Ligue o forno para aquecê-lo. Enquanto isso, amasse as bananas numa tigela e adicione todos os ingredientes restantes.
Misture bem e vá colocando massa às colheradas (cerca de 1/2 colher de sobremesa) numa assadeira de bordas baixa untada com margarina. Leve ao forno quente por 15-20 minutos.
Quando retirar, deixe-os arrefecer ao ar livre e não guarde logo.

Só quando estava aqui a escrever a receita é que me apercebi que esqueci de adicionar a margarina à massa - e para dizer a verdade, não acho que faça falta.
Se tiverem dificuldades em encontrar algum dos ingredientes, o açúcar mascavado claro que usei foi da Whitworths e a frutose da Salutem.

A bateria da minha máquina fotográfica achou por bem de acabar agora, mas coloco aqui uma foto assim que estiver carregada :)

Nota: usei uma chávena com capacidade para cerca de 250 ml.


Adenda: bem, quase que não sobravam biscoitos para a foto pois as minhas sobrinhas estiveram a comê-los! É agradável ver crianças a comer algo saudável com tanto gosto.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Bifes de peru recheados com delícias

Esta é uma receita que já não faço há muito tempo, mas que me parece uma combinação agradável de carne branca com um fruto do mar. E verão que o facto de temperarem os bifinhos com limão faz com que o resultado final seja muito fresco.


Ingredientes: (p/ 4 pessoas)
4 bifes de peru, bem finos e com cerca de 125 gr cada
4 fatias finas de fiambre magro
4 delícias-do-mar
60 gr de margarina Becel
1 cebola picada
1 colher (sopa) de polpa de tomate
1 pacote (200 ml) de natas light
1 cálice de vinho do Porto
sal qb
pimenta preta moída na altura qb
sumo de limão qb

Preparação:
Espalme os bifinhos de peru e tempere-os com sal, pimenta e um pouco de sumo de limão. Estenda-os e, sobre cada um, disponha uma fatia de fiambre e depois uma delícia do mar. Enrole-os e ate-os nas pontas ou segure-os com palitos.
Leve-os ao lume a fritar na margarina quente, sem a deixar queimar, e retire-os para um prato.
Noutro tacgo, junte a cebola picada a um pouco de margarina quente e deixe-a refogar até querer alourar. Adicione em seguida o tomate, as natas e o vinho e deixe ferver. Junte de novo os bifinhos e deixe apurar.
Retire os fios/palitos aos bifinhos e sirva-os com o molho e um acompanhamento a gosto, por exemplo, arroz branco e salada.

Quando comprarem a carne, verifiquem que estão a trazer bifes bem fininhos e, ao fritar, tenham a certeza de que deixam tempo suficiente para que a carne  coza por dentro - por isto mesmo é que devem fritar os rolinhos em lume brando, de modo que a carne fique bem cozinha sem queimar a margarina.
Como geralmente não como fiambre, desta vez enrolei os bifinhos só com as delícias. As natas usadas foram natas de soja light (Alpro soya). E já que me apetecia um prato colorido, acompanhei com massa italiana tipo campanelle (Arlecchino) que deve os diferentes tons aos seguintes ingredientes: espinafre, tomate, tinta de choco e curcuma.


Fonte: revista Teleculinária nº 935

domingo, 6 de dezembro de 2009

Bolo com chá de erva-doce

Pois é, tenho andado meio desaparecida por falta de disponibilidade mas cheia de saudade de cozinhar. E hoje apetecia-me fazer um bolo; não um qualquer mas um bolo que me lembrasse a estação fria, um bolo "quente" com gosto a especiarias! Lembrei-me que tenho erva-doce em sementes cá em casa para fazer chá e achei deliciosa a ideia de fazer um bolo com o sabor da erva-doce. Encontrei esta receita aqui e fiz umas algumas adaptações que resultou num bolo pequeno, não muito doce e com um gostinho diferente que provei ainda morninho agora ao lanche - acho que combina bem com um chá.


Ingredientes:
3 dl de água
100/150 gr de açúcar mascavado claro (da Whitworths)
250 gr de farinha de trigo integral com fermento
2 colher (chá) de erva-doce
1 colher (sobremesa) rasa de canela em pó
2 colheres (chá) noz moscada em pó
2 colheres (sopa) + 1 colher (sobremesa) mel de abelhas
4 ovos
farinha e margarina q.b.

Preparação:
Faça o chá e reserve. À parte junte o açúcar com a farinha e as especiarias. Junte os ovos, bata a massa e adicione as 2 colheres (sopa) de mel; envolva-a bem. Por fim adicione metade do chá de erva-doce (reserve o chá restante). Ligue o forno a 200º C. Unte uma forma com manteiga e polvilhe-a com farinha; verta a massa e leve-a ao forno durante 40 minutos (eu optei por uma forma com buraco).
Depois do bolo ter arrefecido, desenforme, pique por cima com um garfo ou palito e regue com o chá que reservou. Barre a parte superior com o restante mel.

Era para ter deitado também um pouco de cravinho moído mas esqueci-me durante a preparação da massa. Também podem optar por utilizar mel de flores (como tinha um restinho de mel de abelhas num frasquinho, decidi acabar este). Quanto ao açúcar, o melhor é deitar as 100 gr e ver se querem a massa mais doce ou não. Já o chá com que se rega o bolo, poderão querer adoçá-lo um pouco - eu adicionei um comprimido de sacarina. Ah, e não sei se repararam mas a massa do bolo não leva manteiga nem óleo :)

sábado, 21 de novembro de 2009

Carne estufada com pimentos

Andava já há algum tempo com vontade de fazer alguma coisa com pimentos. Neste Sábado chuvoso, em que apetecia comidas quentes e mais pesadas que aconcheguem o estômago, soube bem uma carne assim.

Ingredientes:
800 gr de carne de vaca
1 cebola
1 alho francês dos mais finos
1 colher (sopa) de margarina sem sal
1 dl de vinho tinto
1/2 pimentão vermelho
1/2 pimentão verde
1/2 pimentão amarelo
polpa de tomate
1 latinha (185 gr) de cogumelos laminados
1 colher (sobremesa) de mostarda (opcional)
sal qb
pimenta preta moída na altura qb

Preparação:
Arranje a carne, corte-a em cubos pequenos e tempere com sal e pimenta a gosto.
À parte, aloure a cebola picada grosseiramente num pouco de margarina, adicione o alho francês, e por fim a carne e o vinho. Regue com um pouco de água quente e deixe cozinhar.
Lave e corte os pimentos às tiras e acrescente à carne. Adicione polpa de tomate até obter a consistência desejada (e a mostarda, se for o caso) e deixe cozer durante alguns minutos. Rectifique os temperos. Sirva com arroz branco ou massa à parte.

Um prato de preparação bem fácil, como podem ver. Eu tenho por hábito usar a polpa de tomate para conseguir um molho mais consistente, pois ao contrário do ketchup, a polpa de tomate não tem açúcar adicionado nem aqueles E's todos (e evita-se igualmente a necessidade de adicionar farinha para engrossar o molho). O resultado é um molho de tomate mais forte que vai bem com pratos assim.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Bolo de cenoura integral

Ontem esteve um dia de Outono cinzento e chuvoso, daqueles em que só apetece ficar em casa a mandriar.
Perguntei a uma amiga se queria passar lá por casa para vermos um filme e acabei por fazer um bolo que comemos ainda morno para o lanche.


Ingredientes:
160 gr de farinha integral com fermento
1 cenoura ralada (150gr)
120 gr de margarina sem sal
100 gr de açúcar mascavado claro
1 ovo

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 170º. Unte uma forma tipo bolo inglês e polvilhe-lhe-a com farinha. Peneire a farinha com o fermento e reserve.
Numa taça, bata a margarina com o açúcar até ficar num creme mais claro, junte o ovo e misture bem. Acrescente a cenoura ralada e, por último ,a farinha.
Despeje esta massa na forma untada e leve ao forno quente, sem alterar a temperatura, durante cerca de meia hora.

Esta receita foi baseada nesta daqui. Como podem ver, fiz alguns ajustes como usar a farinha integral já com fermento (Insular) e substituí o açúcar branco por açúcar mascavado claro (Whitworths). A margarina usada foi Becel.
Resultou num bolo leve e gostoso!

domingo, 15 de novembro de 2009

Bavaroise de manga

Ora aqui está uma sugestão gulosa para uma fruta da época que eu adoro: mangos! Usei só metade das doses indicadas e ficou uma bavaroise pequenina e... deliciosa!

Ingredientes:
600 gr de mangas maduras
sumo de 1 limão
125 gr de açúcar em pó
7 folhas de gelatina
2 caixas de natas (usei natas light)

Preparação:
Descasque as mangas, corte-as aos cubos e triture-as juntamente com o sumo de limão e o açúcar.
Ferva o preparado de manga com a gelatina demolhada e deixe depois amornar.
Bata as natas e misture-as no preparado anterior.
Encha com ele uma forma com 24 cm de diâmetro e leve ao frigorífico de um dia para o outro.
Desenforme e, se quiser, decore com fatias de manga e folhas de hortelã.


Fonte: revista Teleculinária nº 904

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Bacalhau de S. Martinho

Ontem foi véspera de S. Martinho. Desde criança que em casa dos meus pais esse dia é sinónimo de bacalhau na brasa, castanhas e provar o vinho novo. Esta é a receita de bacalhau na brasa do meu pai (não tem medidas exactas pois ele vai adicionando os temperos "a olho") e bacalhau gostoso como este eu não encontro em mais lado nenhum!



Bacalhau na brasa
bacalhau seco pequeno/médio

Para o molho:
azeite
alho esmagado
louro
pimentão vermelho/verde
malaguetas
salsa picada
oregãos
pimentão-doce em pó (colorau)
sumo de 1/2 limão
e um "cheirinho" de vinho Madeira

Preparação:
Demolhe o bacalhau durante uns 2 dias, mudando a água várias vezes, de modo a retirar o excesso de sal. Pendure o bacalhau para retirar o excesso de água (assim, não vai pegar na grelha na altura de assar). Prepare o molho, picando o louro, o pimentão e as malaguetas grosseiramente. Pincele muito bem o bacalhau de ambos os lados com o molho e estenda-o inteiro na grelha a assar.

Sabiam que se pode congelar o bacalhau assado desta maneira? Normalmente, o meu pai aproveita e assa bacalhau a mais. O que sobra é separado em pedaços não muito grandes e congelado nas doses pretendidas. Em qualquer altura podemos descongelar uma destas doses, fazer um molho de vinagrete e desenrasca-se uma refeição ;)


E é claro que na ceia de S. Martinho não podiam faltar as castanhas assadas. É só aproveitar a brasa enquanto se faz o bacalhau.



Castanhas assadas:
castanhas
sal qb

Preparação:
Dê um golpe no topo das castanhas e deite-as com um punhado de sal num assador de barro próprio para o efeito. Coloque o assador sobre as brasas durante uma boa meia hora.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Strogonoff com arroz basmati

Hoje íamos fazer uma receita oriental com noodles para o jantar, mas fomos a um supermercado que não tinha nada daquilo que precisávamos (nem mesmo os legumes!) por isso houve mudança de planos. Vi lá uns bifes de filete do lombo que me pareceram bem apetitosos e que resultou num strogonoff guloso. Confesso que não costumo comer muita carne de vaca, é uma carne sem a qual passo bem, mas este filete que comprámos era divinal e tive que me conter para não dar cabo do que sobrou!



Ingredientes: (p/ 2-3 pessoas)
2 bifes de filete do lombo
3/4 chávena de arroz basmati
1 lata (185 gr) de cogumelos laminados
1 cebola média picada
1 dente de alho picado
200 ml de natas
1 colher (sopa) de polpa de tomate
1 colher (sopa) de ketchup
1 colher (sopa) de conhaque
Azeite qb
Sal qb
Pimenta preta moída na altura qb

Preparação:
Prepare o arroz conforme as instruções da embalagem. Reserve.
Corte a carne em tiras. Coloque numa tigela e tempere com sal e pimenta. Deite azeite numa frigideira e junte uma parte da carne e espere dourar. Mexa um pouco para dourar todos os lados. Retire a carne já refogada da frigideira, coloque mais um pouco de azeite e junte as restantes tirinhas de carne. Se colocar toda a carne de uma só vez, a carne esfriará o tacho e irá cozinhar no próprio líquido, deixando-a rija.
Coloque um pouco de azeite noutro tacho ligeiramente maior e leve ao fogo baixo para aquecer. Acrescente a cebola picada e refogue por 2 minutos. Junte o alho picado e refogue por mais 1 minuto. Junte a carne, os cogumelos, a polpa de tomate, as natas e deixe cozinhar por 2 minutos, mexendo sempre.
Junte o ketchup e o molho inglês, e por último o cognac. Cozinhe por mais 1 minuto e retire do lume. Verifique os temperos e sirva imediatamente.

Esta receita (que foi baseada nesta daqui) é um pouco mais cara devido ao preço da carne, mas a preparação também é relativamente simples. Como de costume, tentei torná-la um tanto ou quanto mais leve e por isso usámos natas para culinária light (Mimosa). Infelizmente os cogumelos tiveram que ser de conserva porque nem cogumelos frescos encontrámos (este supermercado estava mesmo uma miséria!) mas deve ficar ainda mais delicioso com cogumelos frescos.

Acompanhámos com arroz basmati e uma mistura de legumes cozidos.

Desculpem lá a falta de qualidade da foto, mas foi tirada à pressa porque já estávamos esfomeados!

Desastres culinários

Acho que também devemos partilhar quando as coisas não correm muito bem, afinal não me vejo como uma expert em culinária e espero também poder aprender com quem por aqui passa.
O meu bolo preferido, de todos os bolos que existem neste mundo e arredores, é o de bolacha! Por vezes entro numa pastelaria e não resisto a uma boa fatia. Infelizmente, e por mais ridículo que pareça pois é um bolo de confecção simples, nunca me acerta e já tinha desistido há anos de tentar fazê-lo...
Aqui no Funchal, já tenho debaixo de olho umas 2 ou 3 pastelarias que sei que fazem um bolo de bolacha excelente!  E sempre me pergunto que creme é aquele que usam, pois não sabe a manteiga (não gosto muito daquele creme tradicional de manteiga) nem é dos que são feitos à base de leite condensado nem de pudim instantâneo.
Então há dias, decidida a ultrapassar esta minha frustração culinária, entrei numa dessas pastelarias da lista e como quem não quer a coisa perguntei que creme usavam no bolo de bolacha. Disseram-me que a pasteleira usa creme russo. É claro que corri para casa à procura de receitas de creme russo e ontem à tarde decidi experimentar.
Quando fui provar, embora o sabor fosse muito bom, tive que rebaptizá-lo como Pudim de Bolacha :(
Sei que em parte deveu-se ao facto de ter molhado demasiado a bolacha no café (como disse, já não fazia este bolo há muitos anos mesmo) mas também acho que a escolha do creme não foi a melhor. Sugestões?...

domingo, 8 de novembro de 2009

Massa integral com natas e espinafres

Hoje não me apetecia nem carne nem peixe para o almoço. Pensando em alternativas, lembrei-me logo de fazer um prato de massa (acho que massa é como o bacalhau: deve haver 1001 maneiras de prepará-la!). Esta é uma receita a que recorro com alguma frequência pois é uma maneira gostosa de incluir espinafres na alimentação.


Ingredientes: (p/ 3 pessoas)
250 gr de massa integral a gosto
200 ml de natas
1 molho de espinafres
1 lata (185 gr) de cogumelos laminados
1 lata (185 gr) de milho doce
1/2 copo de vinho branco seco
sal qb
pimenta preta moída na altura qb

Preparação:
Cozer a massa conforme as instruções da embalagem e reservar.
Cobrir o fundo de uma frigideira larga com água a ferver e adicionar as folhas dos espinafres. Deixar que os espinafres cozam (ir adicionando água quente conforme necessário).
Quando estes já estiverem cozidos (e quase sem água) adicionar os cogumelos, o milho doce e as natas envolvendo bem. Temperar a gosto. Verter este molho sobre a massa, misturar bem e está pronto a servir. Pode ainda polvilhar com queijo ralado.

Como podem ver é mais um prato simples e rápido de fazer, nada dispendioso e se usar natas de soja light (Alpro Soya) como eu fiz obtém  um molho  livre de gorduras. Obviamente que podem usar cogumelos frescos e/ou adicionar outros legumes ao molho ao vosso gosto (eu usei o milho doce para dar cor ao prato!). Se ao contrário de mim vos apetecer carne/peixe, experimentem adicionar tirinhas de frango ou de salmão.

Embora a receita mencione espinafres frescos, hoje usei espinafres congelados - o que torna a confecção do prato ainda mais rápida pois os espinafres congelados levam menos tempo a cozer: basta adicioná-los (sem descongelar) ao molho das natas.

sábado, 7 de novembro de 2009

Castanhas com erva-doce

Estas são as castanhas que se comia em casa dos meus pais desde que eu era criança, juntamente com o bacalhau na brasa na altura do S. Martinho. Embora agora o meu pai tenda mais a fazê-las assadas (aproveitando a brasa do churrasco), acho que continuo a preferi-las cozidas com aquele sabor adocicado da erva-doce.



Ingredientes:
Castanhas
1 colher (sobremesa) rasa de erva-doce
sal qb

Preparação:
Dar um corte no topo das castanhas e levá-las a cozer  numa panela de pressão, cobertas com água à qual se adicionou o sal e a erva-doce, durante 20-25 minutos - e estão prontas!

Sabiam que sempre que compram castanhas, os meus pais costumam deixá-las espalhadas umas horas ao sol durante uns 2 dias? Aparentemente, este processo deixa-as mais doces.

E para quem não gosta que as sementinhas de erva-doce fiquem agarradas à casca das castanhas, um dos truques do tempo das nossas avós consiste em fazer um ninho de erva-doce num paninho, atando-o como se fosse uma trouxinha, e mergulhá-lo na panela juntamente com as castanhas.


Informação Nutricional:
As castanhas são deliciosas, e muito saudáveis, pois são ricas em nutrientes. Têm bastante água, contêm muito pouco óleo, e são virtualmente livres de gordura. São ricas em hidratos de carbono complexos e contêm proteína de elevada qualidade – comparável com a do ovo – não têm glúten, nem colesterol. Nutricionalmente, são idênticas ao arroz integral. Curiosamente, têm tanta vitamina C como os limões.
De seguida apresenta-se uma lista com a constituição das castanhas, por 100g:
Hidratos de Carbono: 52.96 g
Energia: 245 kcal/ 1025 kJ
Gordura poli-insaturada: 0.869 g
Gordura monoinsaturada: 0.759 g
Açúcares: 10.6 g
Fibra: 5.1 g
Proteínas: 3.17 g
Lípidos: 2.2g
Magnésio: 33 mg
Manganês: 1.18 mg
Ferro: 0.91 mg
Fósforo: 107 mg
Potássio: 592 mg
Riboflavina: 0.175 mg
Sódio: 2 mg
Zinco: 0.57 mg
Cálcio: 29 mg
Betacaroteno: 14mcg
Cobre: 0.507mg
Vitamina K: 7.8mcg
Vitamina E: 0.5mg
Vitamina C: 26mg
Vitamina B6: 0.497 mg
Vitamina A:24IU

(Fonte: www.centrovegetariano.org)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Massa gratinada com atum

Hoje saímos do trabalho e viemos directos para casa pois o jeitoso queria ver o jogo de futebol que tinha começado às 18h. Eu disse que ia ver então o que conseguia desenrascar para o jantar com o que havia em casa. Lembrei-me de fazer a versão com atum da massa que às vezes fazia no forno (inicialmente, aprendi a versão vegetariana desta massa, com ratatouille). Não tem nada de especial, a não ser o facto de que é um daqueles pratos práticos para fazer num dia de semana depois do trabalho e ainda o facto de que, apesar de ser à base de massa, o molho é pobre em calorias.





Ingredientes: (p/ 3-4 pessoas)
250 gr de massa a gosto
3 latas de atum ao natural (em água)
3 colheres (sopa) de cebola picada
1 lata (185 gr) de cogumelos laminados
250 gr de polpa de tomate
1 copo de vinho branco seco
natas de soja light Alpro Soya qb
orégãos qb
sal qb
pimenta preta moída na altura qb

Preparação:
Cozer a massa al dente em água e sal. Reservar.
À parte, deixar a cebola a ferver num pouco de água. Adicionar os cogumelos, o vinho branco, o atum e temperar a gosto com os orégãos, o sal e a pimenta. Juntar a polpa de tomate e rectificar os temperos.
Cubra o fundo de um recipiente de ir ao forno com uma camada de massa cozida. Por cima, espalhe uma camada do molho de atum em tomate. Torne a cobrir com a restante massa. Termine com mais uma camada do molho e cubra com as natas de soja. Leve ao forno para gratinar.

Como podem ver, este prato é económico, de fácil preparação, prático e fat free!

Sugestões: adicionem pimentão vermelho cortado aos quadradinhos ao molho de atum e/ou azeitonas pretas descaroçadas e laminadas (infelizmente, o jeitoso não gosta de nenhum deles... mas que bem que o pimentão ia ficar bem aqui!). Na altura de gratinar, podem ainda espalhar algum queijo (magro) ralado. Este prato também é óptimo para aproveitar as sobras que tenham no frigorífico (frango, etc). Para a próxima, vou fazer com massa integral e tentar inventar uma receita light de molho béchamel para substituir as natas.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Frango com castanhas

Novembro lembra-me castanhas. Agora que o tempo já começa a arrefecer um pouco, combinam muito em pratos de carne de porco ou de frango, ou até mesmo numa sopa. E porque já estamos na época das castanhas, e que deliciosas que são!, aqui fica uma sugestão:



Ingredientes: (p/ 4-5 pessoas)
1 frango cortado em 8 pedaços e limpo de peles e gordura
500 gr de castanhas peladas congeladas
1 cebola
1 folha de louro
500 gr tomate pelado
200 cogumelos laminados
1 cálice de vinho Madeira
1 colher (sobremesa) de pimentão doce em pó
1 colher (chá) de farinha maisena
sal qb
pimenta preta moida na altura qb

Preparação:
Cobrir o fundo dum tacho de fundo largo com água a ferver e juntar a cebola picada. Deixar a cebola cozer um pouco, adicione o frango, e junte água a ferver suficiente para que o frango coza. Nesta altura, adicione também o louro, o tomate cortado em cubos, os cogumelos, o pimentão doce, sal e pimenta a gosto.

Quando o frango estiver quase cozido, junte o vinho e as castanhas. Retifique os temperos, tape o tacho e deixe cozer o tempo suficiente para que as castanhas fiquem cozidas sem se desfazerem muito. Se achar que o molho está muito líquido, desfaça bem a farinha maisena num pouco de água fria e adicione ao preparado anterior enquanto as castanhas ainda estão a cozer, envolvendo bem e sempre com cuidado para não desfazer as castanhas.

Para servir, disponha os pedaços de frango numa travessa de ir à mesa e cubra com o molho de castanhas. Acompanha bem com arroz branco.

Repare que a cebola não foi refogada da maneira tradicional. Regra geral, quando estamos a fazer um estufado, podemos perfeitamente evitar refogar a cebola em gordura - basta cozê-la um pouco em água a ferver no fundo do tacho, e ir mexendo tal como se estivessemos a usar azeite/margarina. Verão que no final nem se nota a diferença e parece que a cebola foi refogada. Deste modo, a única gordura que este prato contém, é a que possa vir da própria carne do frango.

Este prato não é complicado de fazer, só é preciso ter cuidado para que as castanhas não cozam muito nem se desfaçam. Eu utilizei tomate pelado enlatado e cogumelos enlatados também. Só se torna um pouco mais dispendioso devido às castanhas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pota estufada

De vez em quando o meu pai compra pota e prepara-a de diferentes maneiras: frita, em escabeche, etc. Confesso que não sou grande apreciadora pois não tem muito sabor; prefiro lulas!
No entanto, decidi experimentar pois afinal a pota é uma alternativa económica às lulas e podem-se fazer praticamente os mesmos pratos com ambas. O resultado foi um molho picante gostoso (que compensou a falta de sabor da pota) adaptado de uma das receita de lulas do Pingo Doce.




Ingredientes: (p/ 2 pessoas)
400gr de pota cozida
1 cebola pequena
1 folha de louro
1/2 colher (sobremesa) de margarina
3 tomates bem maduros
1 colher (sobremesa) de mostarda
limão qb
sal qb
piripiri qb
cebolinho fresco qb

Preparação:
Colocar a margarina num tacho quente e adicionar a cebola cortada em rodelas muito finas. Junte-lhe a folha de louro. Pele e esmague o tomate e junte à cebolada. Adicione a pota já cozida e cortada em cubos, algumas gotas de sumo de limão, o sal e o piripiri e deixe apurar. Por fim, adicione a mostarda. Polvilhe com cebolinho fresco picado ao servir.

Acompanhei apenas com feijão-verde cozido. E para sobremesa, simples e deliciosamente... manga. Está na época deste fruto soberbo!

Nesta receita usamos a pota previamente cozida na panela de pressão de modo a que não fique rija. Como de costume, substituí o azeite+margarina da receita original apenas por margarina vegetal sem sal (Becel) e simplesmente ignorei as 2 gemas que mencionava lá (também de modo a reduzir no colesterol). Costumo ter em casa tomate pelado enlatado (que dá imenso jeito ter na dispensa) mas desta vez não tinha e, na falta de tomate fresco, usei polpa de tomate. Nesta receita pode-se, obviamente, usar lulas em vez de pota.

Aliás, para quem gosta de "dentinhos" bem condimentados, esta é uma sugestão económica e fácil de preparar.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Tarte de maçã sem creme

De vez em quando vou almoçar ao Qualifrutas que tem na zona do Lido pois fica perto do meu local de trabalho e é sempre uma opção mais saudável. Costumam lá ter uma tarte de maçã deliciosa que, depois de ter espreitado bem entre as garfadas que levava à boca, conclui que para além da massa-base apenas leva maçã. Fiquei contente com esta descoberta "light" sem creme e sem ovos, embora exista um segredo para o aspecto final daquela tarte que eu ainda não descobri (as fatias extremamente finas de maçã são dispostas às camadas de uma tal maneira que ficam bem compactas, e mesmo depois de cozidas ainda permanecem intactas) mas entretanto fiz esta aqui:


Ingredientes:
Para a massa base:
225 gr de farinha de trigo
120 gr de margarina
1 dl de água
2 colheres (sopa) de açúcar mascavado claro

Para o recheio:
maçãs
sumo de 1/2 limão
canela em pó qb
açúcar mascavado claro qb


Preparação:
Peneire a farinha sobre a pedra da mesa e faça um buraco ao centro. Dentro, deite a margarina cortada em bocadinhos. Trabalhe a massa em areia grossa com as pontas dos dedos. Abra mais um buraco e adicione o açúcar. Volte a trabalhar a massa e adicione a água de uma só vez. Amasse bem para unir e deixe descansar, tapada com um pano, durante 30 minutos no frigorífico.
Entretanto, descascar as maçãs, cortar aos quartos e cortá-los em fatias fininhas. Regue com o sumo de limão para evitar que escureçam.
Estenda a massa com o rolo de cozinha e coloque-a sobre a tarteira, cortando a massa que está a mais. Disponha as fatias de maçã até encher a tarteira, polvilhando no final com açúcar mascavado e canela em pó e leve ao forno.

Apesar de não fazer tartes já há muitos anos mesmo,  posso dizer que esta é económica e super-simples de fazer. Na confecção da massa-base, substituí a manteiga/margarina e o azeite da receita original por margarina de origem vegetal sem sal (Becel) e o açúcar branco foi substituído por açúcar mascavado claro (Whitworths). Também acabei por não ter necessidade de usar a água toda. Ao ler receitas de massa quebrada, aprendi um truque muito útil, especialmente quando utilizamos margarina com baixo teor de gordura: adicionar a água bem gelada - isto vai ajudar a massa a ganhar mais consistência.

Para esta receita usei 5 maçãs Golden mas devia ter usado umas 7-8 maçãs pois o recheio abate um pouco depois de frio; e utilizei uma forma de tarte com o fundo amovível o que facilita muito quando vamos colocar a tarte num prato.

Levei ao forno numa temperatura não muito alta (+/- 200º) pelo que a maçã ficou molinha como se fosse cozida. Vamos provar amanhã e ver se ficou aprovado :)


Adenda: bem, posso confirmar que a tarte ficou muito boa! Foi servida num lanche de fim de tarde com o meu jeitoso e as nossas mães. A maçã ficou cozida num creme compacto e não demasiado doce. Só tenho mesmo é que usar mais maçãs da próxima vez para que o recheio fique mais altinho.